sexta-feira, 9 de março de 2018

Entrevista: Nilton Trovó

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Na­scido em Mococa, uma pacata cidade do int­erior de São Paulo no dia 04/11/1992. Vi­ndo de uma família simples, morou em vár­ias cidades até que, por fim, voltou a sua cidade natal. For­mado em Tecnologia da Informação, nem se­mpre teve a leitura como principal forma de entretenimento. Foi somente muito te­mpo depois, quando o mundo da literatura o envolveu, que a escrita despertou seu interesse e, desde então, vem transform­ando ideias em livro­s, dando vida a dive­rsas estórias e pers­onagens. Hoje dedica seu tempo entre a escrita e as gravações de seus vídeos, que são publicados na internet.

Autor de: Cinco con­tos no livro Palavra é Arte (participação) (resenha em breve); A Legião dos Anjos Dourados - A Volta dos Cavaleir­os do Apocalipse (resenha aqui).

ENTREVISTA

1 – Para você o que é mais difícil: escrever o começo ou o final de um livro?
R: Nem o começo e nem o fim, certamente é o meio da história. O começo é o pontapé inicial da trama, normalmente se desenvolve com facilidade.
O capítulo final é a conclusão e todas as suas ideias já estão formadas e colocá-las no “papel” acaba se tornando fácil. No entanto, o meio da história é o mais perigoso, é ali que a trama está no seu auge e qualquer deslize pode custar o livro todo.

2 – Para você o que um escritor iniciante precisa?
R: Paciência. Pode até parecer clichê, mas muitos escritores colocam o carro na frente dos bois. Quando estamos começando a escrever, seja conto, ou uma obra inteira, ou seja, um livro, ficamos eufóricos e queremos saber se o livro tem potencial para ser publicado. Essa euforia pode custar caro, principalmente quando um escritor começa a procurar seu Leitor Ideal. Vejo por aí muita gente, em grupos de livros na internet, pedindo por Leitores Betas e aí mora um grande perigo, afinal, o que mais tem por aí são abutres esperando para atacar. É por isso que digo que um escritor iniciante precisa de paciência. Paciência para achar seu Leitor Ideal e paciência para encarar as críticas.

3 – O que você acha da Literatura Nacional?
R: A Literatura Nacional é muito rica, há inúmeros autores tentando ganhar seu espaço, batalhando por um mundo muito ingrato. Conheço vários autores com enorme potencial e com livros que mal são vendidos. Isso, eu atribuo aos leitores que tem certo preconceito com a literatura nacional. Vemos por ai muita comparação com os escritores estrangeiros e os brasileiros estão em desvantagem. Por sorte estamos mudando isso, pouco a pouco. Hoje há editoras que se concentram apenas em escritores nacionais, ajudando a literatura a se enriquecer. Temos um longo caminho a percorrer, mas chegamos lá.

4 – Quem são seus escritores favoritos?
R: A resposta desta pergunta está na ponta da língua; Eduardo Spohr, George R.R Martin e Stephen King.

5 – Como foi que percebeu que desejava se tornar escritor?
R: Foi logo após eu escrever meus primeiros e despretensiosos capítulos. São coisas que a gente não consegue explicar direito, é mais ou menos como se um ser maior tivesse me escolhido para ser escritor. É algo que surge do nosso interior, afinal, muitos podem escrever um livro, mas poucos conseguem seguir nessa carreira. O mais certo a se dizer é que eu escolhi ser escritor por adorar a arte da escrita, a arte de contar histórias.

6 – De onde surgiu a inspiração para escrever seu primeiro livro?
R: O engraçado é que eu conto esta história na apresentação do meu livro. Eu nunca fui muito dado aos livros, na escola eu corria das aulas de literatura, mas descobri que não existe alguém que não gosta de livros, existe sim quem não encontrou o livro certo. Eu encontrei o meu em meados de 2013, quando vi A Batalha do Apocalipse do escritor brasileiro Eduardo Spohr na estante de livros da minha namorada. Eu nunca havia lido nada até então, mas a edição de luxo me chamou a atenção e eu comecei a ler as primeiras páginas, e então, quando dei por mim já estava lendo. Foi então, que um dia, mexendo no computador sem nenhuma razão, abri uma página do Word e comecei a escrever, tendo como inspiração a Batalha do Apocalipse. Foi daí que surgiu o livro, começando a escrever sem nenhuma pretensão e de repente a história me prendeu e fui obrigado a escrever o livro todo.

7 – Cerca de quanto tempo você dedica à escrita?
R: Todo o meu tempo livre. Sempre que estou em casa ou em algum lugar em que possa levar meu notebook você irá me encontrar escrevendo. Não sou muito de criar rotina, não gosto de ficar preso a horários quando escrevo, principalmente porque a inspiração vem de caminhos diferentes e uma vez que estejamos atados ao compromisso de escrever ela pode desistir de comparecer.

8 – Ao escrever A Legião dos Anjos Dourados qual a mensagem que desejava passar aos leitores?
R: Creio que a principal mensagem seja a perseverança. O personagem principal Adryan, vê sua vida virar do avesso e tudo desabar. Ele perde casa e amigos e se vê obrigado a recomeçar. Com a ajuda de novos amigos e um novo amor ele encontra forças para lutar por eles e vencer as barreiras em seu caminho. Essa é a principal ideia do livro, mostrando que mesmo que tudo parece perdido há sempre uma luz no fim do túnel.

9 – Que conselhos você daria para aqueles que desejam se tornar escritores?
 R: São dois conselhos; o primeiro é: encontre seu Leitor Ideal. Ele normalmente é alguém próximo a você e sua principal característica tem que ser sua imparcialidade. Ele irá ler suas histórias e escutar suas ideias, muitas vezes vocês vão discordar, mas ele sempre terá razão e você vai perceber isso. A segunda é: encontre seu Recanto de Escrita. Esse recanto é o lugar que você irá se concentrar nas suas ideias e não precisa ser exatamente um escritório, pense nele mais como um lugar que faça você se sentir confortável. Para uns são no completo silêncio, para outros é ao lado da pessoa amada ou dos amigos. Você só precisa encontrar o seu.

10 – O que seus leitores significam para você?
R: Quem diz que o leitor é menos que tudo não sabe o que significa ser escritor. Não escrevemos livros para nós mesmo, se fizéssemos isso, eles mofariam na gaveta ou perdidos em alguma pasta esquecida no computador. Escrevemos para os leitores e temos que procurar agradá-los, afinal, eles que nos tornam escritores.

Essa foi a entrevista do Nilton Trovó. Espero que vocês tenham gostado de conhecê-lo um pouco melhor.
Não se esqueça de deixar seu comentário me contandoco que achou do post. 

4 comentários:

  1. Olá não conhecia o autor, mas adorei conhecer um pouco sobre ele através da entrevista. Parabéns! Ficou muito legal, com perguntas interessantes. Bjs

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  2. Oii. Tudo bem?
    Eu não conhecia o autor, mas fiquei encantada com as respostas dadas. Fico com vontade de ler a obra dele.
    Beijos.
    Blog: fanficcao.wordpress.com

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    1. Oi. Tudo ótimo, e com você? O autor é maravilhoso! Que bom que gostou. Beijos.

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