domingo, 15 de abril de 2018

Opinião sobre Big Eyes - por Gabriel de Souza

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Real, monótono e razoavelmente emocionante. Essas três palavras podem definir o sentimento de um telespectador comum ao assistir pela primeira vez o filme Grandes Olhos ( Big Eyes ), um filme de drama leve, quase infantil, que pode ser ao mesmo tempo abstrato em algumas áreas e super clichê em outras.

Dirigido por Tim Burton, que particularmente é um dos meus produtores e artistas favoritos de cinema, o filme Big Eyes traz de forma minimalista e sutilmente resumida a vida e a trajetória do sucesso da artista pop Margaret Keane, interpretada por Amy Adams e a reviravolta por revelar a real autoria dos quadros que eram supostamente pintados pelo seu ex-marido. 
 Ao ser alienada por seu marido Walter Keane interpretado por Christoph Walts, que é levado pela ambição de levar todo o mérito pelas obras da verdadeira artista, Margaret que era pobre de ambições e carente de reconhecimento, é finalmente desbancado pela sua esposa, o filme relata claramente que Margaret, depois de dez anos, não consegue suportar mais o peso de muitas mentiras sobre o seu real potencial criativo e artístico, além da tarefa sem sentido de criar para sustentar uma mentira que cada vez fica maior.

 O filme mostra de forma linear através da evolução do tempo e da historia as emoções dos personagens principais, mostrando que os verdadeiros motivos que faziam algum sentido antes, hoje já não conseguia responder a todas as perguntas sem sentido, como por exemplo, por que continuar pintando para ter uma boa vida se não posso ser reconhecida?
 Apesar de tudo, o filme consegue mostar de forma nítida vários aspectos da sociedade americana do periodo dos anos 1950-1969, cuja aconteciam varias mudanças no mundo incluindo o modo de como vemos a arte hoje no período pós-moderno e pós-guerra. Ao final é deixado uma certa "moral da história" que todos nós sempre ouvimos quando criança: "A mentira tem perna curta" e "A verdade sempre aparece".

Opinião:


A proposta do filme é realmente boa, a junção de um drama histórico em conjunto com uma reviravolta traz a ideia de que Tim Burton tem um razoável potencial de criar novelas. O filme trás de formas brandas movimentos muitos sutis para os que poucos enxergam, como o modo que a mulher era vista na sociedade da época, principalmente quado ela era divorciada e já possuía filhos. O modo que o mercado de trabalho enxergava a mulher, a maneira "normal" de que os relacionamentos fluíam. Entre outros aspectos que você vai conhecer ao assistir esse filme.

 Apesar de todo o clima "Sessão da Tarde" do filme, ele é um filme bom e que precisava ser criado por alguém. É um filme que deve ser mostrado nas escolas para o encorajamento da critica e da não aceitação de moralizações antiéticas, alienadoras e desmoralizadoras da criatividade que vivemos nos tempos atuais.

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